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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

A publicidade mudou. Os publicitários, nem tanto.

Estou em São Paulo participando do II Encontro ESPM de Comunicação e Marketing, onde vim apresentar o artigo "Advergame: diversão em forma de publicidade". Coincidentemente, a exemplo do Seminário Internacional de Comunicação que acontece nesta mesma semana em Porto Alegre - RS, a sociedade do espetáculo é a pauta principal dos debates. A cada palestra, um consenso: a publicidade mudou. Mídia digital é a grande vedete. Mas ninguém aqui fala dos "velhos" banners. O que se quer é que o consumidor tenha EXPERIÊNCIAS com as marcas. Branding, buzz, redes sociais, consumer generated media (CGM), spoof, mashup, plinking, downloadvertising, podcast, marketing de guerrilha e split screen, entre outros termos, não são futuro: são realidade. Impressiona o fato de que o Brasil ainda engatinha em formatos para mobile, mesmo com 112 milhões de celulares tupiniquins habilitados, e TV digital, apesar de seus 10 anos de atraso na implantação. Poucas são as contribuições neste sentido, tanto acadêmicas, quanto do mercado. Mas fiquei chocada mesmo com o que ouvi ontem de dois publicitários de grandes agências. Transcrevendo literalmente suas frases, "Second Life é uma bosta" e "propaganda no celular é só SMS". Isso só demonstra a minha teoria de que o mercado publicitário pouco ou nada conhece de novas tecnologias além do trivial na Internet. Repudiam os famigerados 30" na TV, mas continuam falando em Cannes e afins. Concordo com estes mesmos publicitários quando afirmam que, ao contrário da internet, a linguagem de outros suportes digitais ainda está em construção. Mas como definir a linguagem ideal para atingir o consumidor nestes suportes sem começar e ousar? Eis o desafio de quem quer entrar/se manter no mercado. Como lembrou o Prof. Vinícius Andrade Pereira (ESPM) sobre um grafite num dos muros da cidade, "se você não está confuso, você está mal informado".

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