terça-feira, 29 de julho de 2008

A lição do Clifford

O Pipoca leu e acha que vale a pena divulgar. Foi através do Blue Bus, site sobre o mercado publicitário, que a gente descobriu o blog Crianças & Mídia, da Elisa Araujo, no ar desde abril/2008. O post em questão tem tudo a ver com propaganda. Ela lembra de um episódio do Clifford, aquele cachorro vermelho e gigante (para os que não têm crianças na família e ainda não conhecem...), em que Clifford, Cleo e Bisteca (outros cachorros, todos falantes, mas estes em tamanho normal) são seduzidos por um comercial de ração cujo protagonista é um cachorro (claro!) super-herói. Ao comer a tal ração, eles se frustram. Nada de super-poderes...

A gente pode usar o caso para pensar um pouquinho na responsabilidade social da propaganda. Essa discussão é mais pertinente ainda porque existem projetos de lei que tentam restringir o conteúdo publicitário destinado a crianças, especialmente na TV.

E você, que é integrante do povo PP, o que acha disso? Concorda, discorda ou muito pelo contrário? Já parou para pensar no assunto, que tem tudo a ver com a sua profissão e a nossa vida? Diz aí. O Pipoca quer ouvir.

2 comentários:

rafael fontes disse...

É, aí temos uma faca de dois "legumes".

Se formos pensar na inocência e ingenuidade do público infantil, toda propaganda pode ser um "monstro persuasivo do mal".

Acho que o problema não reside bem na propaganda, mas no produto.
Perdão, mas mais uma vez vou citar aquela famosa frase "não há nada pior para um produto RUIM, do que uma propaganda BOA."

Mariel disse...

Concordo com o que o Rafa disse, mas também acho que o publicitário tem uma grande arma na mão sim, e que deve tomar muito cuidado ao usá-la quando o público-alvo a quem se destina são as crianças. Elas ainda estão com o seu senso crítico em formção e qualquer propaganda que transmita uma "ilusão" pode ser facilmente aceitada por estes. Além do que nesta fase é de extrema importância a aceitação da criança pelos seu colegas e amigos, e qualquer insinuação de exclusão no conteúdo da propaganda, como o antigo "eu tenho, você não tem", pode ser prejudicial na formação desse indivíduo.

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